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Paris, 6 de Fevereiro de 1665 Querida Mariana, Como estás? Eu estou no meu palácio
perto de Paris, sou casado com uma senhora francesa chamada Paullette e tenho um filho chamado Noel. Eu compreendo o teu estado de espírito e ódio por mim. No entanto, acredita que eu também gosto muito de ti. És de uma beleza excecional e tens uns olhos muito boni- tos. Um dia, quando eu me encontrei contigo, aí no convento, disse-te que o amor vence todos os obstáculos da vida e que virias comi- go para França. Lamento ter-te despedaçado o coração.
Eu tenho andado muito ocupado com as
minhas tropas. O meu filho já tem um ano de idade. Já fui promovido a marechal de França. Desejo-te muita saúde, alegria, paz. Lamento ter posto um ponto final na nossa relação, mas a distância tornou impossível a continuidade da nossa relação amorosa. Só desejo que sejas
feliz aí no convento, que recuperes o bom humor e que esqueças por completo a nos- sa relação amorosa. Só desejo que sejas feliz aí no convento, que recuperes o bom humor e que esqueças por completo que a nossa relação existiu. Não te quero ver sofrer mais, chega por agora. Espero que encontres um companheiro que não te faça sofrer como eu te fiz a ti. Muitos beijinhos deste seu amado distante.
Noel Bouton, Marquês de Chamilly António Mósca – 06/02/2012
António Mósca 1-2-2012
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