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The first has longer and silkier fibres and the second is shorter but more delicate. Both are used in the weaving and sometimes silk and wool from other origins, like merino or even cashmere, are added, although the purer it is, the higher the cost. To make an overcoat, the most refined piece of tailoring made from vicuña, one needs an average of 25 to 30 animals.


The graceful vicuña with a friendly appearance able to rival Bambi's lives in the plains of the Andes mountain range, mainly in Peru, but also in Bolivia, Argentina, Chile and Colombia. In this region, located at an altitude of around 5000m and with very wild weather conditions, it survives thanks to the unique composition of its blood. A high concentration of red blood cells and a sugar percentage that's way above average allows it to absorb the little oxygen there is and move around in an extremely quick and agile manner. It lives in a herd and was never domesticated, which would inevitably have had negative repercussions on the qualities of its coat, which depends largely on an exclusively wild diet in this inhospitable part of the world.


The animal always had a special signifi- cance to the Incas: it was believed that it had supernatural powers related to reincarnation and was used in sacrifices in honour of the god of sun for fertility. Even today, newborns are anointed with an oil taken from the animal's hooves, believed to give the vicuña its speed and resistance.


In the Incan civilisation, the use of vicuña wool was restricted to the royal family, and indiscriminate hunting was severely pun- ished. The animal was only hunted every four years in a ceremony called 'chaccu', which took place at the end of summer. It was a majestic ritual that involved more than 20,000 men placed in a circle, tightening the formation towards to middle to con trol the herd, which was then driven to a 


 filme e sem que, em abono da verdade, a maioria do público chegue sequer a perceber o que está em causa. Porém, longe de ser inocente, a emenda de Nola ajuda a sublinhar de forma subtil o fosso, quer económico, quer cultural, existente entre Chris, o mimético instrutor de ténis oriundo da classe média e a família da sua futura mulher, próspera, mas sobretudo de hábitos muito sofisticados. A reação de Chris não surpreende, como ele,


a maioria das pessoas desconhece a vicunha, jamais chegou a tocar-lhe e muito menos vesti-la. Estamos perante o suprassumo das fibras de


origem animal, um verdadeiro produto de luxo em todos os sentidos que suplanta lãs nobres como a merino, alpaca, mohair e mesmo a con- ceituadíssima cachemira cujo preço é aproxi- madamente quatro vezes inferior. A razão de tal discrepância reside primeira-


mente nas características da pelagem deste pequeno e gracioso animal (1,30m, 40kg) da família dos camelídeos a partir da qual se tecem as melhores malhas e tecidos que o dinheiro pode comprar. Suavidade, leveza e capacidade termo-regu- ladora são os principais atributos da lã de vicunha a mais fina fibra entre as de origem animal com condições de ser fiada. Enquanto, por exemplo, o fio do merino apresenta uma espessura entre os 16 e os 18 microns e a cachemira 15, a vicunha fica-se pelos doze. Esta, aparentemente, minús- cula diferença traduz-se numa conjugação ímpar de conforto, agasalho e leveza. O animal, à semelhança de outras espécies com a mesma utilidade, apresenta duas camadas de pelo, a exterior e o sub-pelo, a primeira de fios mais longos e sedosos e a segunda, mais delicada, porém de menor comprimento. São ambas uti- lizadas na fiação juntando-se por vezes seda e lãs de outras origens como a merino ou mesmo a cachemira com diversas intenções embora quanto maior o grau de pureza maior o custo. Para confecionar um sobretudo, a mais requintada das peças de alfaiataria produzidas a


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partir da vicunha, é em média necessária a lã de 25 a 30 animais. A graciosa vicunha com um ar simpático


capaz de rivalizar com o Bambi vive nos planaltos da cordilheira dos Andes, principalmente no Peru, mas também na Bolívia, Argentina, Chile e Colômbia. Nesta região, situada a 5000 metros de altitude e com condições climatéricas muito agrestes, sobrevive graças à composição única do seu sangue. Uma alta concentração de glóbulos vermelhos e uma percentagem de açúcar muito acima da média permitem-lhe absorver o escasso oxigénio e mover-se de forma bastante ágil e rápida. Vive em manada e nunca foi domesticada o que, inevitavelmente, se repercutiria negativa- mente nas características da sua pelagem que depende em grande parte da dieta silvestre exclusiva desta inóspita região do globo. O animal sempre gozou de um estatuto


mítico junto dos Incas: acreditava-se que possuía poderes sobrenaturais relacionados com a reen- carnação e era utilizada nos sacrifícios em honra do deus sol que zelava pela fertilidade. Ainda hoje os recém nascidos são ungidos com um óleo retirado dos cascos do animal que se acredita confere a rapidez e resistência características da vicunha.


Na civilização inca o uso da lã da vicunha era


restrito à família real e a sua caça indiscriminada era severamente punida. O animal era apenas caçado de quatro em quatro anos numa cerimó- nia chamada “chaccu” que tinha lugar antes do fim do verão. Era um ritual majestoso que envolvia mais de 20.000 mil homens dispostos em círculo num determinado lugar apertando a formação em direção ao centro de forma a controlar a manada que era depois conduzida a uma área vedada onde se procedia à tosquia e se matavam os machos cuja carne era utilizada na alimentação. Durante o império Inca, cerca de 1400, a população da vicunha no Peru ascendia a mais de um milhão, porém, com a chegada de Francisco Pizarro tudo mudou. Os conquistadores cedo se aperceberam do potencial da matéria prima que tinham à 


PHOTO: COURTESY OF SCABAL


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