EDITORIAL
Rodrigo da Rocha Loures
A FORÇA DA UNIÃO
Podemos nos orgulhar do privilégio de possuir um efi-
ciente sistema produtivo, liderado por empreendedores
dinâmicos e capazes, com empresas inovadoras, tra-
balhadores qualificados e criativos e recursos naturais
abundantes. Mas podemos ir mais além se apostarmos
numa inteligente estratégia de industrialização apoiada
em inovações.
Inovações que podem ser tecnológicas, de gestão ou de
produtos. Mas podem ser, também, inovações sociais,
que são aquelas que asseguram um ambiente adequado
à prosperidade individual e coletiva. Aqui entra outro
aspecto da dinâmica presente na Fiep, o de cuidar dos
interesses da indústria valorizando e respeitando o
interesse geral. Certa feita alguém me perguntou por
qual razão investíamos recursos em programas sociais seA Federação das Indústrias do Estado do Paraná com-
isso não tinha reflexo direto na atividade industrial. Apleta 65 anos com muitos motivos para comemorar. A
resposta é simples: não há como termos empresas fortesFiep é resultado do pioneirismo de um grupo de indus-
num contexto social fraco, com baixo protagonismo dostriais com acurada visão de futuro. Criada num tempo
seus cidadãos, especialmente os empresários.em que o processo de industrialização paranaense ainda
era incipiente e restrito a poucos ramos de atividade, a
Não resta dúvida de que o poder de gerar riqueza estáinstituição converteu-se numa formidável plataforma de
nas mãos dos empreendedores, mas a sua multiplicaçãoapoio ao desenvolvimento produtivo e social paranaense.
depende da nossa disposição de cooperarmos uns com
os outros. Somente com união e capacidade associativaOs números não deixam dúvidas sobre a relevância e a
iremos construir um ambiente político-institucional querepresentatividade da instituição. Hoje, o parque indus-
favoreça o progresso das nossas empresas, das nossastrial paranaense é formado por quase 40 mil empre-
entidades e, sobretudo, das comunidades nas quais esta-sas. Estes empreendimentos geram um terço do PIB e
mos inseridos.54% da arrecadação de ICMS do Estado. E mais: a
indústria é responsável por 60% das divisas de expor-
A Fiep de hoje é assim. Mais do que uma entidade detação do Paraná e emprega diretamente perto de 700
representação, se transformou num verdadeiromil pessoas.
instrumento de fomento econômico e social do
Paraná, atuando dentro de princípios como inde-Esse é o retrato atual da diversificada indústria
pendência, transparência e ética, onde o diálogo comparanaense e muitos dos avanços alcançados até aqui
todos os atores envolvidos no processo de desen-certamente foram possíveis devido à ativa atuação da
volvimento é prioritário.Federação das Indústrias – em parceria com os 96 sindi-
catos empresariais hoje a ela filiados – no legítimo exer-
A comunidade industrial mostrou sua força e união aocício da defesa dos interesses do setor.
criar a Federação das Indústrias na década de 40 e a
força da Fiep será sempre do tamanho desta união. AAo longo da história da Fiep, o nosso Estado se moderni-
lição dos pioneiros foi apreendida. Por isso, o ideal quezou, dando enormes saltos quantitativos e qualitativos. Por
move nossas ações vai no mesmo sentido e se sedi-óbvio, esse é o resultado dos esforços do conjunto da
menta numa frase: A união da indústria rumo aonossa sociedade, mas não dá para negar que a indústria
futuro.teve papel preponderante nas conquistas obtidas até aqui.
Rodrigo da Rocha Loures
Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná
5OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA agosto/setembro 2009
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