CRISE
Camilotti, presidente do sindicato do
setor: “A quebradeira vai ser geral”
De acordo com o engenheiro civil e empresário Edson
da construção é de madeira. Os demais 2% represen-
José Guenther, que participou do grupo, a tecnologia
tam revestimento de gesso e de argamassa. Tockus diz
alemã (baseada no sistema “wood frame”, termo em
que uma das vantagens das casas de madeira em
inglês que significa “estrutura de madeira”), e a pro-
relação às de alvenaria é a menor umidade: “A casa de
dução são extremamente adaptáveis. Guenther afirma
tijolo leva até um ano para secar, dando a sensação
que o clima tropical do Brasil deve baratear o custo
de umidade, enquanto na de madeira a secagem é
das casas. Segundo ele, a questão técnica está resolvi-
imediata”.
da, faltando agora enfrentar as questões burocráticas,
que incluem linhas de financiamento.
Segundo ele, o alto padrão das casas deve garantir
mercado para esse tipo de construção, rompendo o
NO BRASIL
preconceito contra moradias de madeira. “São
residências de alto valor agregado que, a princípio,
Como resultado da visita, existe a perspectiva de que
serão destinadas às classes A e B, ou seja, com-
uma empresa alemã de tecnologia “wood frame” se
pradores que não dependem de financiamento”, afir-
instale no Brasil, e Curitiba é uma das cidades cotadas
ma. “Podemos criar um novo nicho para o madeireiro
para a construção da fábrica. A mesma empresa deve
na construção civil.”
organizar uma exposição, em parceria com o Senai-PR,
para exibir a empresários do setor madeireiro as
O diretor regional do Senai-PR, João Barreto Lopes,
máquinas e pré-moldados que serão oferecidos pela
diz que o próximo passo da indústria madeireira e das
fábrica, o que inclui também painéis e divisórias.
federações e sindicatos que as representam será se
reunir com representantes do governo federal para via-
O gerente de Tecnologia Industrial do Senai, Reinaldo
bilizar linhas de financiamento da Caixa Econômica
Tockus, dá detalhes sobre as casas. Segundo ele, 98%
Federal, assim como ocorre com as moradias de baixo
42 OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA agosto/setembro 2009
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