CRISE
Dois modelos de casas
produzidas na Alemanha
– tecnologia que pode vir
para o Brasil
De acordo com ele, as vendas externas representam de
50% a 60% da movimentação financeira do setor,
que para sobreviver depende da adoção de uma
política governamental. “Com a cotação do dólar
abaixo de R$ 2 e a queda dos preços da madeira no
mercado internacional, a quebradeira das empresas
vai ser geral”, prevê. O presidente do sindicato cita o
caso do segmento do pinus, cujo preço no exterior caiu
de US$ 300 para US$ 205 por metro cúbico. No caso
do compensado, utilizado na construção, o metro cúbi-
co caiu de US$ 600 para US$ 460.
Camilotti defende a abertura imediata de linhas de
crédito por parte do governo, além da adoção de pro-
gramas de fortalecimento do mercado interno. É aí que
entra a proposta das casas de madeira. “A Europa e os
Estados Unidos não estão mais comprando madeira do
Brasil. É preciso encontrar uma solução e a Alemanha
nos deu um caminho: uma aliança que alia a tecnolo-
gia alemã com a madeira em que o Brasil é riquíssi-
mo”, diz João Barreto Lopes, diretor regional do setor
do Senai, órgão ligado à Fiep ao qual coube a organi-
zação da comitiva.
O grupo, que viajou em junho, foi formado por empresários
do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de
Janeiro e Bahia. As casas que conheceram na Alemanha
têm alto valor agregado e são construídas com tecnologia
de ponta – que permite, por exemplo, proteção contra tem-
peraturas de até 30 graus negativos.
41OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA agosto/setembro 2009
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