FIEP 65 ANOS
rior, em Londrina, que passou a atender o empresário do A economia brasileira sofreu uma forte desaceleração
Norte do Estado. Foi também a época da modernização na década de 1980, com a paranaense seguindo o
dos serviços prestados pela Federação aos associados, mesmo ritmo. “Foram poucos os segmentos a demonstrar
com a nova concepção da procuradoria jurídica, na impulso, ao passo que as crises determinaram a ele-
gestão de Altavir Zaniolo (1974/1986). vação dos níveis de ociosidade em diversos setores”,
conta Maurílio Schmitt. Nesse período, a Fiep par-
ticipou de um importante momento político da história
brasileira: a Assembleia Constituinte de 88, quando a
Federação acompanhou o processo montando um
esquema especial para a revisão constitucional.
Os anos 1990 trouxeram um novo ciclo de desenvolvi-
mento, com a estabilidade econômica e política em con-
solidação no Brasil e a retomada de investimentos exter-
nos diretos em busca de oportunidades em economias
emergentes. Foi quando a Fiep, na gestão de Jorge
Aloysio Weber (1986/1995), aumentou em 150% seu
número de filiados com o processo de interiorização,
criando coordenadorias regionais nas cidades-polo do
Estado – atualmente, são 21 coordenadorias regionais e
15 conselhos temáticos e setoriais.
Foi também na gestão de Weber que foi desenhado o
primeiro projeto do Cietep, concluído em 1998, na
presidência de José Carlos Gomes Carvalho. Na
mesma época instalaram-se na Região Metropolitana
Carros utilizados pelo
de Curitiba as fábricas montadoras que fariam do
Sesi na década de
Paraná o segundo maior pólo automobilístico do País,
1950: primórdios de
promovendo um salto de qualidade no grau de espe-
uma história associada
cialização da indústria do estado.
à mudança do perfil
econômico do Paraná
FOMENTO AO DESENVOLVIMENTO
Muita coisa mudou no Paraná nas últimas seis décadas
e meia. De uma economia monocultural, extrativista, a
indústria do Estado se diversificou, se ampliou e se
modernizou. A Federação das Indústrias do Paraná não
ficou atrás nessa história. Ela também cresceu e se
desenvolveu, correspondendo às necessidades do
empresariado ao longo desse período.
Hoje a Fiep não é apenas uma entidade de represen-
tação da indústria do Paraná, mas um verdadeiro
instrumento de fomento ao desenvolvimento do estado,
não só no aspecto econômico, mas também no social.
Dos nove sindicatos pioneiros que fundaram a enti-
dade, hoje a Fiep é composta por 96 filiados. De uma
população total de 1,2 milhão de habitantes, hoje o
Paraná é dono de um parque industrial formado por
quase 40 mil empresas, responsáveis por cerca de um
terço do PIB e mais da metade da arrecadação de
ICMS do Estado, além de empregar cerca de 700 mil
pessoas. “Nós não conseguiríamos chegar aonde esta-Encontro BAWB: exemplo da
atuação social da Fiep, focada em mos se não fosse o apoio da Fiep”, avalia o presidente
sustentabilidade, educação e inovação do Sindileite, Wilson Thiesen.
35OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA agosto/setembro 2009
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