FIEP 65 ANOS
Para a Fiep, foi o momento de expandir suas fronteiras,
DUAS SALAS ALUGADAS
com a criação do Cexpar (Centro de Comércio Exterior do
Paraná), que viria a se tornar o atual CIN (Centro
“Eram só duas salas, alugadas na Rua Doutor Muricy”,
Internacional de Negócios). Regionalmente, foi a época
recordou o engenheiro Mário de Mari, presidente da
da criação da primeira delegacia regional da Fiep no inte-
Fiep entre 1968 e 1974, em depoimento dado à revista
Observatório da Indústria por ocasião do aniversário de
60 anos da Fiep. De Mari lembra que na década de
1960, a ideia da construção do Palácio das Indústrias,
a atual sede do Sistema Fiep, na Avenida Cândido de
Abreu, em Curitiba, foi recebida com reservas pelos
empresários: “Quando mostramos o projeto para os
industriais, a maioria achou uma loucura. O Sistema
Fiep era muito pequeno e pobre”. A inauguração oficial
do edifício aconteceu no dia 25 de maio de 1963, o Dia
da Indústria. A partir dali ficavam concentradas num
mesmo local a direção da Fiep, do Sesi e do Conselho
do Senai.
Os mesmos anos 60 marcaram também uma grande
transformação na política industrial do Paraná. “O
Paraná era um fornecedor de matéria-prima agrícola.
Os insumos agropecuários eram vendidos para proces-
samento fora do Estado para retornar mais tarde como
produtos acabados. Por isso foi engendrada uma políti-
ca de fomento à industrialização cujo marco inicial foi
a criação da Codepar (Companhia de Desenvolvimento
do Paraná), depois transformada em Badep (Banco de
Desenvolvimento do Paraná)”, conta o economista
Maurílio Schmitt, coordenador do Departamento
Econômico da Fiep. “Fortes investimentos em
infraestrutura colocaram o Paraná como alternativa
importante de localização de empreendimentos indus-
triais”, completa.
O Palácio das Indústrias
em construção na década
Na primeira metade da década de 1960, o então
de 60: ousadia de um
presidente da Fiep, Lydio Paulo Bettega (gestão
sistema ainda pequeno
1958/1968), tomou a frente na busca pela solução
de um dos problemas que mais afligia a indústria
na época, a crise de energia elétrica. A entidade
liderou estudos que possibilitaram a implantação
de uma usina termoelétrica de emergência, que adi-
cionou 10.500 quilowatts aos 50 mil quilowatts
fornecidos a Curitiba pela Companhia de Força e
Luz do Paraná.
CRESCIMENTO E CRISE
Nos anos 1970, a economia paranaense passou a
ganhar em dinamismo e diversificação, exigindo
que a entidade máxima de representação da
indústria acompanhasse este compasso. A indús-
tria foi ampliada e modernizada, ganhando
setores como o mecânico, de material elétrico e
comunicações, material de transporte, refino de
petróleo e fumo.
34 OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA agosto/setembro 2009
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