FIEP 65 ANOS
No princípio, era o mate. A extração e o benefi-
ciamento da erva, o tracionamento nos engenhos de
Antonina e Morretes. Primeira metade do sécu-
lo 19. Somente em 1853 o Paraná seria emanci-
pado. Um pouco adiante, é a vez da máquina a
vapor, e os engenhos começam a subir a serra
em direção à capital. Guerra do Paraguai. O
Paraná torna-se o grande produtor mundial de
erva-mate.
Fim do século 19. Imigrantes dão os primeiros passos
na diversificação da indústria paranaense. Fábricas
de barricas, metalúrgicas, gráficas. A erva-mate traz
riqueza ao Paraná. Aparecem os primeiros esboços de
uma classe média urbana. Com ela, a demanda por
ítens de consumo: sapatos, roupas, vidro, bens de
lazer.
Início do século 20. O ciclo da erva-mate entra
em declínio. Seu substituto é a madeira, produto
de exportações para países sul-americanos. Nos
anos 40, é a vez de o café tornar-se o protago-
nista desta economia. A indústria paranaense
perde seu peso relativo e vê, aos poucos, as
fábricas concentrarem-se na região Sudoeste do
Brasil.
Foi no final de 1943 que um grupo de lideranças
industriais, reunido não por acaso na sede do
Sindicato da Indústria do Mate, realizou a
Assembleia Geral de Constituição da Federação
das Indústrias do Estado do Paraná. O que os
motivava: a necessidade de criar um organismo
associativo, que lutasse pelas causas comuns.
Onze dias depois, na sede do Sindicato da
Madeira, uma sessão solene reuniu represen-
tantes de nove sindicatos industriais do Paraná.
Eram industriários do mate, da madeira, de grá-
ficas, de cacau e balas, da panificação, do couro,
dos laticínios, da alfaiataria e da metalúrgica,
que instalaram definitivamente a Federação no
Estado. Mas somente em 18 de agosto de 1944
foi assinada no Ministério do Trabalho a carta
sindical que autorizou a fundação da Federação
das Indústrias do Paraná, que em 2009 completa
65 anos de vida.
33OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA agosto/setembro 2009
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