COMUNICAÇÃO
os donos desses blogs, nem tem qualquer ascendência sibilidades e aberto ao uso das novas ferramentas.
sobre eles. “O empresário pode descobrir coisas ali que nem
imagina, não só para vender, mas para gerenciar o
BENJAMIN BUTTON sistema”, diz o publicitário, que coordena um grupo
ligado ao Arranjo Produtivo Local de Software de
Para Eloi Zanetti, o paradoxo dos negócios da Web, na Curitiba.
fase atual, é uma espécie de fenômeno Benjamin
Button – o personagem de um conto de F. Scott Eloi tem um exemplo em casa. Rafael Augusto Zanetti,
Fitzgerald (transposto recentemente para o cinema) filho dele, sócio da Uau Brinquedos, uma fábrica con-
que nasce velho e vai rejuvenescendo: “O cara que sabe vencional, abriu uma divisão específica para aproveitar
fazer negócios, que tem a manha, é um velhão, tem de as características de participação e informação multi-
50 para cima, e quem sabe usar a máquina é um guri. direcional da Web. No site da empresa o cliente posta
Os dois vão acabar se equiparando: enquanto um reju- uma foto e recebe o brinquedo (um quebra-cabeças,
venesce e aprende a usar as mídias, o outro amadurece um baralho ou uma tatuagem) com as imagens que
e aprende a vender. Mas até que se encontrem, lá na escolheu.
frente, eles precisam conversar. O mais velho dificil-
mente pega a manha da ferramenta, enquanto que o Rafael e o sócio, Rodrigo Loss, têm 10 funcionários na
mais novo domina os processos mas não sabe con- fábrica e cinco trabalhando diretamente no site. Apesar
vertê-los em valor”. de seu negócio tradicional ainda ser maior, Rafael é
entusiasmado com o que a empresa desenvolveu na
Sem entrar no oba-oba carnavalesco em torno das internet, por causa da impressionante capacidade de
novas mídias, mas também sem perder as oportu- resposta: “Você coloca seu produto no site e cinco
nidades concretas, o que um diretor do setor indus- minutos depois alguém manda e-mail para saber se
trial precisa levar em conta no marketing interativo tem o produto, quanto custa. O resultado vem na hora,
da Web? Para Eloi Zanetti, será valioso para esse é diferente de um produto ir para o representante,
industrial ter no seu grupo de decisão um gerente de depois para um lojista, depois ser visto pelo cliente e,
Tecnologia da Informação afinado com as novas pos- talvez, comprado”.
AFINAL, PARA QUE SERVE O TWITTER?
A estudante Tessália Serighelli Empresas para o mercado americano como
(www.twitter.com/twittess e Dell, Starbucks, e no mercado nacional, Nokia,
www.twitter.com/aliastes), de Curitiba, é uma das Fastshop e Submarino já são conhecidas den-
brasileiras mais conhecidas no Twitter, o tro da ferramenta pelas ações de marketing
queridinho das novas mídias. Segundo o que executam. As com foco no mercado
Ibope/Nielsen, 15% dos brasileiros que acessaram brasileiro costumam ter sucesso ao estabele-
a Web em junho entraram no Twitter (mais que nos cer uma relação de exclusividade, seja de notí-
EUA, onde seriam 11% dos internautas). A simpli- cias ou promoções, com seus seguidores. Mas
cidade despretensiosa do Twitter paradoxalmente cada uma desenvolve de uma maneira diferente,
torna complexa sua compreensão. Não por acaso, visando seu público-alvo.
uma das perguntas mais comuns entre os profis-
sionais de marketing nacionais, hoje, é “para que 3 - Que tipo de marketing é mau visto pela
serve o Twitter?” Em entrevista ao Observatório, comunidade do Twitter?
Tessália responde: Marketing invasivo, ou os chamados spams.
Notícias fora do contexto, informações repeti-
1 - Para que serve o Twitter? das, mudanças no perfil sem aviso prévio,
O Twitter tem várias funções. Mas, principalmente, serve mudanças de foco e abordagens. É uma comu-
para estabelecer um contato imediato com as pessoas nidade seletiva, que gosta de saber exatamente
que decidiram seguir (ouvir) você. Pode ser de grande que tipo de mensagem irá receber, e é avessa a
utilidade tanto para uso pessoal como corporativo. mudanças bruscas. Por isso a importância de
pesquisar qual será o impacto de uma men-
2 - Que empresas o usam com mais pro- sagem ou abordagem antes de colocá-la em
priedade para fazer marketing? prática.
11OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA agosto/setembro 2009
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