E preciso repensar muitas coisas
Um país da dimensão do Brasil precisa ser pensado
globalmente e para que esse "globalmente" exista, de verdade,
nós temos que pensá-lo a nível regional. E o papel do Governo
Federal é criar condições para que todas as regiões do País
tenham a mesma oportunidade de receber investimentos, a
mesma oportunidade de se desenvolver e, portanto, a mesma
possibilidade de crescer, gerar empregos e distribuir renda. Não
é tarefa fácil, pois o Brasil possui oito milhões e meio de
quilômetros quadrados, diferenças econômicas, diferenças
políticas e diferenças culturais. Vou me deter em comentar o
básico, sob pena de me perder nas críticas às políticas de
redução da miséria.
Segundo dados atuais, nem o principal programa de
transferência de renda mantido pelo Governo Federal, o Bolsa
Família, tem conseguido fazer frente ao problema da fome no
Brasil. Fome que atinge com maior prevalência as regiões Norte
e Nordeste.
Está mais do que na hora do presidente Lula apresentar
um novo projeto de desenvolvimento, com a definição de metas
de crescimento econômico e de superação das desigualdades
sociais. Além disso, essas iniciativas emergenciais são
importantes, mas não podem serás únicas, pois é incontestável
que ainda carecemos de políticas de geração de emprego e
renda mais efetivas, que possam dar sustentação às
necessárias alterações nas políticas públicas, no modelo
econômico e na legislação tributária e trabalhista vigente.
De acordo com análise feita pelo IBPT - Instituto
Brasileiro de Planejamento Tributário, o Brasil apresenta a
terceira maior carga tributária do mundo entre as maiores
economias mundiais, ficando atrás somente da França e da
Itália. E não podemos nos iludir: somente com um efetivo
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