Nada indica que o processo de transformações deste
novo milênio vá resolver no curto prazo problemas como o
desemprego e a exclusão social. A chegada dos novos padrões
tecnológicos, as mudanças nas empresas na era da
globalização competitiva elevam, substancialmente, a
produtividade e, portanto, amortecem o efeito do crescimento
econômico sob a geração de emprego.
I Instituições políticas e civis precisam buscar soluções
para minimizar esses efeitos. Os homens precisam, de forma
racional, encontrar respostas para os problemas que eles
próprios criaram. Afinal, deve haver sempre um momento em
que uma porta se abre e deixa entrar a esperança para um futuro
melhor.
O desemprego é uma realidade para milhões de
pessoas, tanto nos países ricos quanto nos países pobres.
Quem está iniciando a carreira profissional hoje em dia
sofre muito mais exigências do que há 50 anos. As empresas
procuram profissionais qualificados, mesmo no caso de cargos
mais elementares, preferindo os indivíduos que estão, no
mínimo, freqüentando um curso superior.
Proponho a seguinte reflexão a todos: se o futuro nos reserva
um mundo onde nem todos terão trabalho, cumpre desde já
desenvolvermos alternativas para que possamos aliviar as ten-
sões sociais, com mudanças profundas na educação dos
jovens, propondo novos valores - ou até mesmo recuperando os
antigos para um novo tempo com mais esperança para todos
aqueles que necessitam e merecem um lugar ao sol.
Independente de ser essa pessoa um "doutor" ou não.
E de quem é esta responsabilidade? É o tema que me proponho
a abordar a seguir.
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