muitas vezes são infindáveis os sacrifícios - para realizar o
sonho de ter um filho "doutor". Entendam "doutor" como um filho
formado, com canudo. Em suma, o investimento é alto e longo e
o retorno não é mais "garantido" e demora, quando chega.
Sobre esse tema li, faz poucos anos, que o ensino
superior brasileiro teve em dois anos crescimento recorde no
número de instituições privadas. No período de outubro de 2001
até julho de 2003 a média foi de quase um estabelecimento
particular novo criado a cada dia. Convenhamos, é realmente
uma indústria. Falando francamente, na maioria desses
estabelecimentos de ensino basta ter dinheiro para fazer a
matrícula que se está lá dentro, porque existe oferta em níveis
superiores à demanda dos que podem pagar. E pagar, apenas,
não significa que teremos profissionais empregados no
mercado, assim como pessoas competentes naquilo que
fazem.
O número indiscriminado de faculdades, formando pro-
fissionais que muitas vezes não têm base acadêmica suficiente-
mente sólida para enfrentar o duro mercado de trabalho é uma
realidade nos dias de hoje. E mesmo aqueles que a tenham, ain-
da assim podem ficar fora de um mercado que não absorve mais
toda a mão-de-obra disponível.
E é tão simples entender isso...
0 mundo não precisa só de doutores
Eu sou um bom exemplo de que o mundo não precisa só
de doutores. Para quem não sabe, aos 19 anos iniciei a
realização de um sonho, trabalhando como ajudante de oficina,
na cidade de Feliz/RS. Depois de seis anos de trabalho, estudos
técnicos e aprimoramento profissional, concluí o curso de
mecânica e fui me estabelecer por conta própria. Ao todo, foram
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