industrialização que no Estado de São Paulo já encontramos
instituições de ensino profissionalizantes voltadas as atividades
industriais.
Com a Constituição de 1937, o Governo posicionou-se di-
ante do problema da formação profissional, estabelecendo no
art. 129: "É dever das indústrias e dos sindicatos econômicos cri-
ar, na esfera de sua especialidade, escolas de aprendizes,
destinadas aos filhos de seus operários ou de seus associados".
Já em 1939, a partir da XXV* Sessão da Conferência
Internacional do Trabalho, o conceito de formação profissional
torna-se mais abrangente, designando "todos os modos de
formação que permitam adquirir ou desenvolver conhecimentos
técnicos e profissionais, quer se proporcione esta formação na
escola ou no local de trabalho".
Em janeiro de 1942, pelo decreto-lei 4.048 do então
presidente Getúlio Vargas, surge o SENAJ para atendera uma
necessidade premente: a formação de mão-de-obra para a
incipiente indústria de base. Em 1946, foi criado o Serviço
Nacional de Aprendizagem Comercial- SENAC, instituição de
educação profíssional aberta a toda a sociedade, que oferece
cursos e programação que vão desde a formação inicial até a
educação superior, íbsteriormente vieram outras instituições,
com grande autonomia, visando o ensino profissional do jovem,
assumindo o empresariado os encargos que julgo ser obrigação
do Estado.
Volto a insistir que a educação no Brasil ainda não é
tratada como deveria muito embora esse assunto seja
amplamente debatido pela sua importância para o
desenvolvimento do país e sucessivos governos vêm
negligenciando a necessidade de se investir na qualidade do
ensino. Não vejo avanços nessa área. Aliás, estudos recentes
demonstram que o ensino cada vez mais decaiu, em termos de
qualidade. É fácil perceber que estamos muito longe do ideal.
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