SISTEMA FIEP
BENEFICIÁRIOS
Diversos setores da sociedade serão beneficiários do por-
tal, como as organizações do terceiro setor, imprensa,
empresas, universidades e a sociedade civil. A iniciativa
privada, por exemplo, terá no portal uma ferramenta
estratégica para a implementação de novos negócios. “É
essencial conhecer o perfil do município ao fazer investi-
mentos e, principalmente, ao definir projetos e ações de
responsabilidade social”, diz a coordenadora do Orbis.
Com o portal, a empresa pode identificar áreas da cidade
a serem priorizadas e, desse modo, potencializar sua
contribuição ao desenvolvimento local.
Na outra ponta, as Ongs poderão visualizar informações
bastante distintas juntas, o que torna possível traçar um
De acordo com Luciana, com a ferramenta, lideranças públi-
perfil dos municípios e destacar as áreas que precisam
cas e privadas poderão mobilizar esforços orientados na
de intervenção e maior cuidado. “Estas organizações
definição de metas e ações municipais, “visando à busca de
podem se utilizar desses dados para propor projetos
boas condições de vida para seus habitantes”. Ela destaca a
próprios ou em parceria com o poder público local; ou
participação da iniciativa privada, que, por meio do Sesi
ainda servir como agente fiscalizador das políticas públi-
Paraná, esteve envolvida em todo o processo de criação do
cas”, exemplifica a coordenadora executiva do Orbis.
portal. “O Sesi é um grande incentivador desse projeto, que
tem como um dos objetivos principais levar a informação
Segundo os criadores do Portal, a intenção é contribuir
para a comunidade, para que se transforme em ação e
para que os ODM sejam alcançados em cada um dos
desenvolvimento”, afirma, lembrando que fomentar o desen-
municípios brasileiros e não apenas como média entre os
volvimento é um dos principais objetivos do Sistema Fiep.
municípios de uma região. Estudos regionais permitiram
uma visão global sobre a situação dos ODM em todo o
O próximo passo é a divulgação do Portal ODM em várias
território nacional e evidenciaram os grandes contrastes
regiões do País, para agentes sociais e membros do
existentes nas diversas partes do País, indicando a
governo. Segundo Luciana, a equipe de parceiros quer
necessidade de ir além das médias. “Por isso é impor-
discutir as formas de adaptação das metas aos municí-
tante ter as informações desagregadas, olhando o
pios e orientar a ação das comunidades por meio de
município, o que permite identificar onde estão as carên-
treinamentos e material educativo.
cias e, dessa forma, desenvolver ações mais efetivas”,
justifica Luciana.
FUNCIONAMENTO
O Portal ODM vem para potencializar a interatividade e a
disseminação de informações e experiências acerca dos
NÓS PODEMOS PARANÁ É
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, com ênfase
EXEMPLO NO FÓRUM
local. Para facilitar a compreensão e a análise dos dados,
o portal oferece duas formas de acesso às informações:
O Movimento Nós Podemos Paraná, do
uma mais simplificada, com relatórios por município e
Sistema Fiep, também teve participação no
breves textos explicativos. A outra, mais detalhada, é por
Fórum Social Mundial, apresentando os
um sistema de informação da ONU, o DevInfo. Por meio
casos de sucesso obtidos no Estado com a
dele, o usuário pode elaborar mapas e tabelas, além de
municipalização dos Objetivos do Milênio.
cruzar diferentes indicadores e comparar dados entre
Segundo a coordenadora do Movimento,
cidades, estados e regiões.
Maria Aparecida Zago, foi uma oportunidade
de mostrar como o envolvimento dos gover-
Os indicadores a serem acompanhados foram definidos
nos municipais e da sociedade em geral
com o apoio dos especialistas do Instituto de Pesquisa
pode levar à identificação dos desafios
Econômica Aplicada (Ipea) e do PNUD. A atualização das
locais e à formulação de possíveis alternati-
informações será feita pelo Orbis. Os dados e indicadores
vas que melhorem os indicadores municipais
são coletados de fontes oficiais, como o Instituto
relacionados aos ODM.
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os ministérios
do Trabalho, Saúde e Educação, entre outros.
17OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA fevereiro/março 2009
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