confiança. Aliás, gerir a Qualidade é, efectivamente, gerir o risco. No
limite, as iniciativas visando o crescimento sustentado do negócio, a
que antes me referia, incluindo naturalmente as abordagens
“clássicas” da Qualidade, são iniciativas de gestão dos riscos inerentes à
própria actividade, sejam eles os de produção de artigos defeituosos,
de responsabilidade por danos provocados a terceiros ou ao ambiente,
de perda de clientes, de perda de competitividade, de obsolescência,
etc.. E julgo que a Gestão do Risco é uma das grandes linhas de
desenvolvimento da Qualidade no futuro. Hoje muitas das grandes
empresas fazem-na, activamente. As PMEs também a praticam, mas
mais intuitivamente.
SGS: E as PME têm capacidade para fazê-lo?
FS: Sim. Tem de ser assim. E quanto maior a globalização de mercados,
maior é a pressão para uma atenta e eficaz gestão de riscos. T
SGS: Qual é, então, o papel da Associação Portuguesa para a .P
Qualidade junto dos empresários? Missão
FS: Procuramos despertar as consciências, sensibilizar para as QAcrescentar valor aos Associados e contribuir
vantagens de uma abordagem sistémica, não impulsiva, da Qualidade para o desenvolvimento sustentado da P
e divulgar os conhecimentos técnicos e as boas práticas de gestão, nos
sociedade Portuguesa, através da criação e domínios da Qualidade e da Excelência. E isto não tem só a ver com
normas. Para poderem ser competitivas, as organizações têm de divulgação do conhecimento e da promoção .
A
dispor de uma infra-estrutura que lhes permita executar, da forma de práticas inovadoras nos domínios da
mais eficiente, as tais tarefas geradoras da confiança interna e externa, Qualidade e da Excelência. W
que possibilitam a fixação do saber organizacional e a possibilidade de,
continuamente, inovar e melhorar o desempenho. A gestão pela
Qualidade permite definir e manter essa infra-estrutura. WW
SGS: E esse despertar de consciências está agora mais focado nas
PMEs?
FS: Sim. Obviamente que esperamos continuar a contar com o apoio
das grandes empresas, mas é para as PMEs que se dirige grande parte
do esforço de divulgação e de sensibilização, por um lado, e de
facilitação e desenvolvimento de projectos e parcerias, por outro.
SGS: Tem sido necessário desbravar muito terreno nesta missão?
FS: Naturalmente que sim. A APQ tem quase 40 anos e é reconhecida
como pioneira nesta área. Desde o início da sua actividade, a APQ tem
feito um trabalho extraordinário e, a meu ver, muito meritório, de
divulgação de métodos e ferramentas de gestão e de formação dos
técnicos que constituíram a ‘geração da qualidade industrial’ e, mais
tarde, de promoção das abordagens da Excelência Organizacional, que
apoiaram e ainda apoiam a terciarização da nossa economia.
SGS: Quais são os projectos em curso actualmente?
FS: Temos vários, entre eles o Observatório Nacional de Recursos
Humanos (ONRH) e o Índice Nacional de Satisfação do Cliente – ECSI
Portugal, ambos com parceiros de grande reputação; na área da
Administração Pública temos uma parceria com a Direcção-Geral da
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