Por Celina Maryia
PEIXE
Pelo menos uma vez por mês, ele deixa de lado apequenos demais, imaturos, assegurando a sua
rotina puxada da vida profissional e sai com seu barcoreprodução. E só matamos os peixes suficientes para
– batizado de Leca-Leca III – para pescar emuma única refeição. Encaramos o peixe como coadju-
Guaratuba ou Paranaguá, no litoral paranaense. E umavante e não como inimigo.”
vez por ano, viaja com um grupo de dez amigos para
pescar no Pantanal. O maior peixe, contudo, foi fisga-Paixão pelo mar
do no Paraguai: um pintado com mais de 38 quilos
(Todeschini guarda a foto para mostrar a quem duvi-O empresário Pedro Achiles Todeschini é um
dar). apaixonado pelo mar. Aprendeu a pescar com um tio,
Do repertório de lembranças também faz parte oaos seis anos de idade, e hoje acumula inúmeras
naufrágio que seu barco sofreu quando se dirigia à Ilhahistórias de pescarias, não só no mar – seu ambiente
dos Currais, acompanhado dos dois filhos – todos res-predileto –, mas também em rios, represas e lagos.
gatados sem problemas. “O mar nos ensina todos os“Pescar é um estado de espírito”, diz o capitão das
dias. É preciso respeitar suas manhas e aprender comIndústrias Todeschini S.A., que também preside o
ele”, diz Todeschini. 3Sindicato das Indústrias de Alimentos do Paraná.
OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA - dezembro/2007 55
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