Um raio-x da sustentabilidade
Projeto piloto vai traçar um diagnóstico das ações e processos de
gestão sustentável de cinco grandes empresas paranaenses
mpliar o conhecimento e melhorar as ferra- tais e institucionais da Volvo, a participação no projeto
mentas de gestão para intensificar e difundir vai ajudar na melhoria dos processos já implantados.
Aas práticas de sustentabilidade empresarial. “A sustentabilidade está presente no modelo de
Esse é o objetivo do projeto piloto Diagnóstico de gestão da empresa, que é baseado nos critérios de
Sustentabilidade Corporativa que, desde agosto, excelência da Fundação Nacional de Qualidade. Por
está sendo aplicado em cinco grandes empresas isso a busca por aprendizado nesta área é constante”,
paranaenses, sob a coordenação da Fundação diz.
Brasileira de Desenvolvimento Sustentável Segundo ele, o termo sustentabilidade está alinhado
(FBDS), em parceria com a Unindus. com a filosofia empresarial chamada “The Volvo Way”
A ação conta também com a expertise técnica que envolve valores corporativos, ética nos negócios,
do Sesi e do Senai, o que permitirá que o Sistema bom relacionamento com clientes, fornecedores, fun-
Fiep como um todo tenha uma visão da situação cionários e toda a sociedade que, de uma forma ou de
atual de grandes grupos empresariais do Paraná outra, está ligada à organização. “Iniciativas como
em relação à sustentabilidade corporativa. As essa chancelada pelo Sistema Fiep dão mais relevân-
empresas participantes são Sadia, de Toledo; cia ao tema, levam as empresas a ganhar a legiti-
Volvo, de Curitiba; Masisa, de Ponta Grossa; mação da sociedade e, conseqüentemente, novos
Romagnole, de Maringá; e Milênia, de Londrina. espaços para negócios“, conclui.
UNINDUS
Elas foram escolhidas mediante os critérios esta- Sérgio Luiz Vieira Anajosa, diretor administrativo
belecidos pela FBDS. da Romagnole, de Maringá, diz que a pesquisa permi-
De acordo com Henrique Santos, diretor da tirá que a empresa compare suas práticas susten-
Unindus, o projeto utiliza metodologia inovadora táveis com aquelas adotadas pelas outras corpo-
validada por grandes indústrias globais. “O objeti- rações. Para o executivo, a sustentabilidade é inter-
vo é auxiliar as indústrias a entender e a se situar pretada na Romagnole como uma forma de gestão,
num tema tão estratégico e importante como o da demonstrada na transparência das ações junto aos
sustentabilidade corporativa”, afirma. colaboradores, clientes, fornecedores e sociedade em
Cíntia Takada, coordenadora do Núcleo de geral. “As empresas precisam entender que sustentabili-
Estudos e Práticas em Sustentabilidade da dade não é assistencialismo e que as boas práticas de
Unindus, afirma que o trabalho começa com a governança aliadas às ações sociais e ambientais aju-
busca de informações públicas – em sites e dam no crescimento de cada uma delas”, afirma.
relatórios, por exemplo – e prossegue com entre- Após aprovado o piloto, a pesquisa será estendida
vistas com executivos das empresas. “Queremos para outras indústrias do Estado.
saber a estratégia e a percepção da empresa
Planta industrial da Volvo
nesta área. Quais os indicadores que utilizam para
em Curitiba: montadora é
medir a sustentabilidade e desafios das áreas de
uma das cinco participantes
meio ambiente, recursos humanos, relação cliente
do projeto
e fornecedor, entre outros”, diz. Em
seguida os dados são cruzados
para análise final.
Feito o diagnóstico, será pro-
posto plano de ação para as com-
panhias avaliadas. “Pretendemos
envolver a cadeia produtiva das
empresas pesquisadas e obter sub-
sídios para novas propostas no
tema sustentabilidade, como cursos
de capacitação e metodologias de
Para mais
intervenção educacional”, afirma
informações Santos.
De acordo com Carlos Ogliari,
ligue Unindus
gerente de assuntos governamen-
Divulgação
(41) 3271-9000
OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA - dezembro/2007 53
Page 1 |
Page 2 |
Page 3 |
Page 4 |
Page 5 |
Page 6 |
Page 7 |
Page 8 |
Page 9 |
Page 10 |
Page 11 |
Page 12 |
Page 13 |
Page 14 |
Page 15 |
Page 16 |
Page 17 |
Page 18 |
Page 19 |
Page 20 |
Page 21 |
Page 22 |
Page 23 |
Page 24 |
Page 25 |
Page 26 |
Page 27 |
Page 28 |
Page 29 |
Page 30 |
Page 31 |
Page 32 |
Page 33 |
Page 34 |
Page 35 |
Page 36 |
Page 37 |
Page 38 |
Page 39 |
Page 40 |
Page 41 |
Page 42 |
Page 43 |
Page 44 |
Page 45 |
Page 46 |
Page 47 |
Page 48 |
Page 49 |
Page 50 |
Page 51 |
Page 52 |
Page 53 |
Page 54 |
Page 55 |
Page 56 |
Page 57 |
Page 58 |
Page 59 |
Page 60