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específico de relacionamento com clientes, fornece-
dores e outras áreas de contato, pautado pelo consumo
responsável. O Instituto Akatu, iniciativa de estímulo a
esse tipo de relacionamento comercial, cataloga essas
organizações. Em junho, na relação de empreende-
dores, de A a Z, o último nome da lista é a Zelo
Serviços, que se propõe a “limpar para melhorar o meio
ambiente de seus clientes”, usando produtos e técnicas
certificados nos EUA e Europa como “green cleaning.”
O Banco Real, freqüentemente mencionado pelas
iniciativas em prol do meio ambiente (inclusive uma
carteira de investimento baseada em empresas ambien-
talmente responsáveis), também está no catálogo
Akatu, afirmando seu objetivo de “gerar valor para os
och
clientes através de um atendimento exemplar e ainda
atuar como fomentador de uma sociedade economica-
oto: Zig K mente eficiente e ambientalmente sustentável.” n
F
re questões ambientais
havia proposto que fossem analisadas asO licenciamento ambiental foi outra questão
restrições impostas pela lei da Mata Atlântica, esobre a qual o consenso foi forte: há necessi-
isso prevaleceu na conferência nacional. Outrodade de um sistema mais simples, menos buro-
exemplo foi a tendência apontada na questãocrático e que atenda às necessidades do
dos resíduos. “O princípio do poluidor-pagadorempreendedor. Os documentos produzidos
precisa ser melhor definido”, indica o coorde-durante o encontro solicitam clareza com
nador do Conselho Climático e de Meiorelação às competências para o licenciamento.
Ambiente e do Conselho Setorial da IndústriaParticiparam da Conferência representantes
de Base Florestal da Fiep, Roberto Gava.”Quemdas 27 federações e mais de 15 associações de
é o gerador final do resíduo?”indústrias, o que permitiu atingir o primeiro
Segundo Gava, as linhas gerais das con-objetivo: reunir uma fatia representativa para
clusões que resultaram no encontro em Sãoestabelecer um processo de diálogo e construção
Paulo atendem ao que pensam os industriais dode consenso estratégico sobre os temas
Paraná. Para ele, um dos aspectos benéficos foidebatidos. “Agora temos uma base comum
a uniformização da linguagem que cadade entendimento e de trabalho que vai nos
federação usará para definir os problemasproporcionar alinhamento estratégico e
ambientais, para todos os fóruns de queunidade de todas as federações”, disse
vierem a participar no futuro.Mendonça.
Para o representante da Fiep, os empresários
estão tomando “um rumo de conscientizaçãoParticipação do Paraná
sobre os ajustes que o setor industrial precisa
fazer”. “A indústria não pode parar de produzir,Várias sugestões e observações que surgi-
mas precisa produzir de maneira ambientalmenteram durante a Conferência Estadual realizada
correta. O empresário está tomando consciênciaem abril no Paraná foram adotadas pela
da necessidade urgente dessa mudança, que énacional. A discussão sobre a reserva legal nas
difícil, mas precisa ser feita”, afirma.propriedades rurais é um exemplo. O Paraná
OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA - dezembro/2007 37
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