This page contains a Flash digital edition of a book.
Por Gladimir Nascimento
“A percepção de que pode haver uma mudança está per-
meando a sociedade e o setor empresarial”, afirma. O
anúncio das quatro novas parcerias, segundo ele, foi o
melhor resultado produzido pela SPVS ao longo de mais
de duas décadas, no que diz respeito ao diálogo com o
empresariado. “São empresários grandes falando da
preservação ambiental. Isso marca uma posição e mostra
o amadurecimento de um movimento.”
Nível Zero: Confusão
Para a SPVS, a questão ambiental é preservação da
biodiversidade. Para o grupo Positivo, seu parceiro, é
uma ação de responsabilidade sócio-ambiental. Para
alguns exportadores paranaenses, é necessidade de cer-
tificação ambiental, à qual eles estão recorrendo como
eventual ressuscitador das exportações, esmagadas pelo
câmbio desfavorável.
Para os fabricantes de sacolas oxibiodegradáveis,
trata-se de um negócio formidável, embalado (sem tro-
cadilho) por iniciativas pioneiras na cidade de Maringá,
logo assumidas pela rede de supermercados Condor e
incentivadas pela exigência do Ministério Público de queuma ONG ambientalista e a iniciativa priva-
todas as redes apresentem alternativas às sacolas plásticasda. Este ano – passados, portanto, 23 anos,
convencionais. Atualmente, de acordo com o presidenteele reuniu a imprensa num hotel de Curitiba
da Associação Paranaense dos Supermercados (Apras),para anunciar parcerias com o grupo
Everton Muffato, cerca de 40% de toda a rede supermer-Positivo, com o próprio hotel (o Deville),
cadista do Paraná adota as sacolas degradáveis, ainda quecom a Audi e a Kapersul, que se
haja controvérsia sobre suas vantagens ambientais. Juntomostraram entusiasmados em participar
com a Apras, o governo estadual está para iniciar umade ações de preservação ambiental.
campanha a favor do retorno das velhas sacolas de pano,A mudança climática, diz o diretor,
aquelas que o consumidor usava na feira e nas compras“é um problema global, e a mídia
semanais. Uma iniciativa semelhante já foi iniciada pormostrou que ela vai criar
parte das panificadoras de Curitiba, com repercussãoproblemas para as pessoas”.
favorável na imprensa e aprovação dos consumidores.
A Sol Embalagens, transformadora de sacolas plás-
ticas, investiu numa linha exclusiva para fabricação de
sacolas biodegradáveis, capaz de produzir 500 milhões
de unidades por mês, para atender a uma nova expec-
tativa de consumo. Para os fabricantes das sacolas
tradicionais, portanto, a questão ambiental representaNÇO
um mercado que se fecha. 3
de uma idéia
OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA - dezembro/2007 31
Page 1  |  Page 2  |  Page 3  |  Page 4  |  Page 5  |  Page 6  |  Page 7  |  Page 8  |  Page 9  |  Page 10  |  Page 11  |  Page 12  |  Page 13  |  Page 14  |  Page 15  |  Page 16  |  Page 17  |  Page 18  |  Page 19  |  Page 20  |  Page 21  |  Page 22  |  Page 23  |  Page 24  |  Page 25  |  Page 26  |  Page 27  |  Page 28  |  Page 29  |  Page 30  |  Page 31  |  Page 32  |  Page 33  |  Page 34  |  Page 35  |  Page 36  |  Page 37  |  Page 38  |  Page 39  |  Page 40  |  Page 41  |  Page 42  |  Page 43  |  Page 44  |  Page 45  |  Page 46  |  Page 47  |  Page 48  |  Page 49  |  Page 50  |  Page 51  |  Page 52  |  Page 53  |  Page 54  |  Page 55  |  Page 56  |  Page 57  |  Page 58  |  Page 59  |  Page 60
Produced with Yudu - www.yudu.com