desenvolvimento e sim o novo nome do próprio desen-
volvimento, sob uma perspectiva sistêmica (engloban-
do todas as outras dimensões, inclusive a social) –, o
curso a distância promovido pela Rede atende a uma
demanda reprimida que vinha sendo sentida desde que
começaram as ações voltadas à formação política.
A Rede de Participação Política foi lançada em abril
de 2006, durante o Congresso Paranaense da Indústria,
promovido pela Fiep em Curitiba. Desde então, a for-
mação política passou a ser uma das principais linhas de
trabalho. Na opinião do presidente da Federação,
Rodrigo da Rocha Loures, “o empresário, bem como
toda a sociedade, precisa assumir seu papel de protago-
nista no cenário político, para intervir e interagir com
os representantes que ocupam o poder, de modo a con-
tribuir para a construção de um país que busca o desen-
volvimento”.
Neste sentido, a Rede tem como principal instru-
mento a internet, onde mantém um grande fórum vir-
tual de idéias e proposições, que visam despertar o
interesse da sociedade para o assunto e, deste modo,
ajudar na melhoria da qualidade com que se faz políti-
RACIA
ca. A esse instrumento somam-se outras ações, como
campanhas pelo voto responsável e discussões presen-
ciais sobre a política.
Analfabetismo político
Núcleos da Rede
Ao falar sobre o analfabetismo democrático, o pro-
fessor argumenta que “nada ou quase nada aprendemos No primeiro semestre deste ano foi realizado o curso
de democracia na infância ou na juventude, seja em “Política, Redes Sociais e Democracia”, aplicado em 10
casa, nas brincadeiras de rua com os amigos, na escola, cidades-pólos do Paraná e que em 11 edições (duas em
na igreja, nas associações juvenis ou no esporte”. Curitiba) teve cerca de 400 alunos. A partir disso,
“Quando ficamos adultos, também não temos sufi- foram montados núcleos de articulação na capital e nas
cientes oportunidades de aprender e praticar a seguintes cidades: Ponta Grossa, Londrina, Maringá,
democracia no quartel, na universidade, no trabalho, Jacarezinho, Paranavaí, Campo Mourão, Cascavel,
nas entidades representativas ou em outras organiza- Guarapuava e Pato Branco. Estes núcleos estão
ções da sociedade civil de que participamos”, diz. envolvidos num trabalho de desdobramento de ações
Até o mundo político, seguindo o raciocínio do pro- localizadas e, ao mesmo tempo, espalhando o conceito
fessor – incluídos aí os políticos tradicionais e seus par- de rede para outras localidades, que começam também
tidos e as instituições públicas, como os parlamentos e a formar seus próprios núcleos. Caso de Marechal
os governos – “é apenas semi-alfabetizado em termos Cândido Rondon, Goioerê e Francisco Beltrão.
democráticos”. O que quer dizer, no entendimento “Em virtude de os cursos terem sido presenciais,
dele, que “o mundo político é composto por semi-anal- vários participantes da Rede solicitaram outras alterna-
fabetos democráticos”. tivas de estudo. Deste modo foi desenvolvido o modelo
Ao tratar com profundidade tanto a questão da atual, totalmente pela internet”, destaca Franco. A
democracia quanto a da sustentabilidade – que o pro- taxa de inscrição, relativa ao material didático impres-
fessor apresenta como não sendo apenas uma dimensão so, é de R$ 100. Novas turmas são iniciadas no dia 15
ambiental (no sentido do meio ambiente natural) do de cada mês. n
OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA - dezembro/2007 21
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