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SISTEMA FIEP
e um lado, um grande contingente de desempre-
gados. De outro, vagas nas indústrias à espera de
profissionais qualificados. Esta contradição do
mercado de trabalho brasileiro inspirou a
DConfederação Nacional da Indústria (CNI) a
criar o programa Educação para a Nova Indústria. Em
todo o País, serão investidos R$ 10,5 bilhões para formar
Colégio Sesi oferece
16 milhões de pessoas. No Paraná, o Sistema Federação
educação básica e
das Indústrias vai investir R$ 1 bilhão na qualificação de
profissionalizante para
600 mil trabalhadores até 2010. Com a iniciativa, o
preparar as pessoas
Sistema Fiep amplia em 30% as matrículas nas áreas de
para a nova indústria
formação básica e profissional nos quatro próximos anos.
“O descompasso entre a demanda da indústria por
pequeno e acabará logo, caso não se faça mais nada paratrabalhadores qualificados e a baixa escolaridade do
atacar o problema. “Temos muito pouca gente com a qualifi-brasileiro ameaça a indústria nacional de um apagão de
cação exigida pela indústria e por isso há vagas ociosas aorecursos humanos”, disse o presidente do Sistema Fiep,
mesmo tempo em que há gente desempregada”, afirmou.Rodrigo da Rocha Loures, no lançamento do programa.
“No Paraná, vamos atender todo o Estado e todosSegundo ele, enquanto a escolaridade média do
os segmentos industriais com desenvolvimento inte-brasileiro é de cinco anos, a indústria exige um nível de
escolaridade de padrão mundial. “De 2004 para cá,
98% das pessoas contratadas pelo setor industrial
brasileiro nas regiões metropolitanas têm pelo menos
11 anos de escolaridade”, informou.
Expansão da indústria esbarra na fa
Segundo o diretor de operações da CNI, Rafael
Lucchesi, que coordena nacionalmente o programa, a
“Toda vez que a economia brasileira cresce
indústria brasileira está contratando apenas ‘japoneses’. Os
acima de 4% ao ano esbarra no déficit de mão-
‘japoneses’ a que ele se refere são os trabalhadores que têm
de-obra qualificada”, afirma o diretor de operações
escolaridade mínima de 11 anos, mesma exigência do mer-
da CNI, Rafael Lucchesi. Segundo ele, 61% dos
cado japonês. O grande problema, de acordo com
trabalhadores das indústrias brasileiras não têm a
Lucchesi, é que o estoque de ‘japoneses’ do Brasil é muito
educação básica completa e isso é uma limitação
para a competitividade. “A disponibilidade de tra-
balhadores preparados é um dos principais gar-
Este é o valor que o Sistema Fiep vai aplicar em
galos para a expansão da atividade industrial. A
indústria sofre a permanente ameaça de um
formação básica e profissional até 2010, como
apagão de recursos humanos e isso é muito per-
verso num país onde há um grande contingente
parte do programa Educação para a Nova
de desempregados”, afirma.
Indústria, lançado pela CNI
R$ 1 BI
18 OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA - dezembro/2007
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